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quarta-feira, 30 de março de 2011

PÔ, É POESIA: O nascimento





















— Quando João nasceu, lá no distante cantão, da pequena Manhumirim, foi mais ou menos assim:

·     O galo cantava
·     O pinto piava
·     A galinha cacarejava
·     O trem na estação partia
·     A dona Emília brigava
·     E seu João lamentava: que há de ser desta cria!?
·     João Emílio chorava
·     O carro de boi se arrastava
·     O vira-lata latia
·     O cavalo relinchava
·     A vaca branca mugia
·     O boi do churrasco berrava
·     Alguém uns gases soltava
·     O sapo coaxava
·     Enquanto a parteira ria

Quando a Cris nasceu, parecido aconteceu. Mas Cris não é do sertão, diferente do João, na cidade ela nasceu. Vejam o que aconteceu:

·     A panela soltava vapor
·     O carro esquentava o motor
·     Roberto cantava a canção
·     Dois tiros matavam um ladrão
·     Bombeiros tocavam o sinal
·     Partia um trem da Central
·     Seu Mário assistia ao Faustão
·     No rádio era gol do mengão
·     Na rua o carro freou
·     A dona Elenilda gritou
·     E lá no berço, feliz
·     Ouve-se a conversa da Cris

Agora eles vão se casar. Não dá mais pra segurar e eles vão se casar. Seus panos vão ajuntar, a festa vai começar e os sons vão se misturar:

·     A panela o vapor vai soltar e o galo agitado cantar
·     Mugindo pro brejo irá a vaca e o boi pra chorar
·     O carro o motor vai esquentar e a galinha vai se lamentar
·     O cachorro late infeliz chamando pela dona Cris
·     Roberto repete a canção, o trem sai da estação
·     Seu Mário ainda vê o Faustão e a esposa grita o refrão: “Desliga a televisão!”
·     Dez tiros matam um ladrão, do sapo o coaxo se ouviu
·     Do Vasco o mengão leva três, o cavalo relincha uma vez
·     João começa a chorar, bombeiros vêem pra ajudar
·     Mais gases vão se soltar
·     A marcha vai se ouvir
·     E o casal vai partir, num carro de boi lá do fim, da pequena Manhumirim.

(Brincadeira feita num chá de panela de um casal amigo há bastante tempo. Foi muito legal).

Paulo Natalino Dian

PÔ, É POESIA! Solidariedade
















Se quando vem a saudade tu te sentes deprimida,
Pois saiba que na saudade passei maus dias na vida.
Se sofres pela ausência daquele que mais querias,
Pois saiba que assim mesmo eu já vivi muitos dias.

Que tal, querida, então, em nome desse amor,
Mudar a situação de preto-e-branco em cor?
Por que não pensa nos sonhos que podes realizar?
E por que não ser feliz? Feliz só de pensar.

Paulo Natalino Dian

ESCREVENDO: Ser ou não ser













             

     Era noite. O clima estava carregado. Havia uma certa inquietude no ar. No fundo, no fundo, existia uma pergunta para a qual ainda não se tinha a resposta. Isto fazia os dias serem, deveras, angustiantes.

         A alegria às vezes estampada no rosto, podia enganar aos desinformados e distraídos, mas não enganava a todos. Fingia-se, e muito, para passar a impressão de que acreditava-se estar tudo bem. Mas sabia-se não estar.

         Pois bem. Foi neste contexto que resolveu aparecer. Decidiu ser o momento e viu nela o meio único; a única chance de existir. — Vai conseguir? — Tomara. Não lhe restava alternativa.

         A possibilidade de tornar-se realidade cria agradáveis expectativas. — Quem pode garantir não ser o motivo que faltava para se levantar a cabeça, acreditar em resultados, lutar. Lutar crendo, crendo muito, crendo sempre. Lutar crendo, querendo e conquistando a vitoria.

         Continuando ou não, já teve o seu papel; já deu a sua contribuição à vida. Ao apresentar-se, despertou consciências, mostrou o caminho. Outros por certo se apresentarão.

         Tomara que sintam o agradável gostinho e aceitem o desafio de receber aos que querem vir. Aos que chegam à conclusão de que ela é a única chance de ser ou não ser.
Paulo Natalino Dian

segunda-feira, 21 de março de 2011

ESCREVENDO: Coisas de crente.














COISAS DE CRENTE

                De início é bom que se esclareça que quando me refiro a “crente” não estou me valendo do sentido original da palavra – aquele que crê – mas aludo a um segmento de pessoas ligadas à igreja evangélica que, preguiçosas, não se dão ao trabalho de aprender, investigar, analisar, fazer juízo de valores etc. Ou, então, extremamente ingênuas, compram qualquer idéia que se lhes venda, e saem por aí afirmando como verdade absoluta coisas que não têm o menor fundamento.
                Dada a explicação, vamos ao “causo”.
                Estava eu numa festinha de aniversário de uma pessoa muito querida e cheia de gente boa, em sua maioria crentes, quando, lá pelas tantas, resolveu-se cantar o tradicional “Parabéns pra Você”.
                Antes, porém, que se iniciasse a cantoria, a aniversariante pediu a palavra e esclareceu que não deveríamos cantar o, também tradicional “É Big, é big, é hora, é hora, é hora...”, porque, segundo lhe informaram, as palavras “RA-TIM-BUM” representavam uma invocação de maldição sobre a vida do aniversariante.
                Simplificando (só não me peça para desenhar), quando os presentes gritavam ao final do “É Big...” o “RA-TIM-BUM”, seguido do nome do aniversariante, estavam como que dizendo: “Eu amaldiçôo você, fulano”.
                Na hora eu disse comigo: Meu Deus! Quanta asneira! Quanta palhaçada! Quanta perda de tempo com coisas que nada significam! Quanta desinformação!
                Bem, depois do alerta, ninguém cantou o inocente RA-TIM-BUM, que nada significa, como nada significa, também, no contexto, o “É big, é big...”
               Na minha ingenuidade, pensei: ninguém aqui vai embarcar nessa. Sim, porque a aniversariante pediu, ninguém cantou, mas ninguém comprou a idéia.
                Coincidência ou não, muito recentemente estava noutra festinha e, antes de se partir o bolo chegou a hora do “PARABÉNS”.
                Findo este, silêncio. Eu não agüentei: Não vai ter o RA-TIM-BUM não?
                A resposta? Um sorriso amarelo, tipo, deixa quieto.
                Deixei.
Paulo Natalino Dian

PÊ, É POESIA! SARA!























SARA

Cortou-me o coração vê-la assim.
Rostinho abatido... para mim,
A culpa é da ferida que não sara.
Havia muita dor nos olhos teus,
E quando os vi fitando os olhos meus,
Julguei teu coração por tua cara.

A vida deve estar muito ruim,
Não tem cabeça, início, meio, fim,
Nublando tua feição tão bela e rara.
E em conversa com os botões meus,
Fiquei assim perdido: Santo Deus!
Querendo te abraçar e dizer: Sara!
Paulo Natalino Dian

quinta-feira, 17 de março de 2011

PARA RIR: O crachá

 




















Um policial federal vai a uma fazenda e diz ao dono, um velho fazendeiro:
- Preciso inspecionar sua fazenda. Há uma denúncia de plantação  ilegal de maconha.

O fazendeiro diz:
- Ok, mas não vá naquele campo ali." E aponta para uma determinada área.

O oficial, danado da vida, diz indignado:
- O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo?
E tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro:
- Este crachá me dá autoridade de ir aonde eu quero.... e entrar em  qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma  pergunta. Está claro?  Me fiz entender?

O fazendeiro, todo educado, pede desculpas e volta para o que estava  fazendo.

Poucos minutos depois, o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial  do governo federal correndo para salvar sua própria vida, perseguido  pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda. 

A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro.
O oficial está apavorado.

O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com  todas as forças de seus pulmões:

- "Seu Crachá!!!!, mostra o seu CRACHÁ!!

(Fonte: Internet)

POESIA: Mulheres















Felizes, choram,
Chorando, cantam
Cantando, riem
Rindo, encantam.

Eis as mulheres!

Parabéns pelo seu dia

Paulo Natalino Dian  (08 de março de 2011).